(Ela) wonders...

Cunnilingus is an oral sex act performed on a female. It involves the use by a sex partner of the mouth, lips, and tongue to stimulate the female's clitoris, vulva, or vagina. 

in Wikipedia

Diz-se de uma relação sexual de êxito que ambos os parceiros devem atingir o momento de plena satisfação, a.k.a. orgasmo (claro que existem as sortudas capazes de orgasmos múltiplos mas isso já é uma variável nesta minha linha de pensamento e vou deixar para outra discussão) e se for em simultâneo, a mística, o  significado, a grandeza, será ainda maior e conferirá ao acto uma beleza astronómica. Não restam dúvidas aqui, todos nós já experienciámos esse feito e com toda a certeza regozijámos face a um explodir concomitante em que as mentes estão de tal forma interligadas que o corpo atinge o auge do prazer ao mesmo tempo. Certo é que, nem sempre isso acontece. Não deixa de ser bom, não deixa de ser fantástico, não deixa de valer a pena, até porque as mulheres têm tendência a ser um pouco mais lentas nesse campo. Mas, o que hoje me inquieta é aquela ideia de que o sexo oral nas mulheres é apenas um preliminar, protagonizado para a estimular e preparar para o acto sexual propriamente dito. Só que, e desculpem a minha franqueza, um cunnilingus bem feitinho, é capaz de proporcionar um belo orgasmo e não chega apelidá-lo de preliminar. A sensação do "vir-me na tua boca" é por demais apetitosa para a deixar estancar num conceito que peca definitivamente por defeito e deve ser negada rotundamente.

E tu, vens-te?  


(Ela) wonders...

O perigo é constante e eminente. Não há volta a dar, não há forma de contornar as variáveis do mundo dos sentimentos. Assim que encetamos um caminho, assim que tomamos uma decisão, vinculamo-nos a receber e arcar com as consequências que dos nossos actos advierem. Causa-Consequência, não existem dúvidas aqui. A única ponderação existe numa fase preparatória: ponderamos os prós e os contras, ajustamos as vantagens às desvantagens, acabamos por valorizar as primeiras e desvalorizar as segundas. Costumo dizer que somos animais de instinto, primitivos, de um querer que nos vem de dentro do peito e se extravaza em acções tendentes ao precipício. A Lei de Murphy é dos melhores exemplos deste paradigma ao dizer que "o que tiver de correr mal, correrá". Mas, vendo do prisma oposto, o que tiver de correr bem, também correrá. Por isso, mesmo que de sobreaviso, mesmo que já calejados, mesmo que já esmagados pela força de um passado, arriscar é sempre e sem dúvida a melhor opção. Porque ao fazê-lo, arriscamo-nos a ser felizes, arriscamo-nos a viver intensamente, arriscamo-nos a retirar prazer da vida e do que ela nos proporciona, arriscamo-nos a encontrar uma alma que nos complete e um corpo que nos preencha do maior desejo, do maior prazer.  
Por isso pergunto, quem não quer ser feliz?


(Ela) wonders...

Como sobrevive um corpo sem o corpo que o completa? Como sobrevive um corpo que já conheceu o seu encaixe perfeito? Haverá sucedâneos ou substitutos? Resignar-se-á? Contentar-se-á? Como sobrevive um corpo sem o prazer que lhe foi dado a conhecer e lhe ficou inscrito em cada poro da pele? Pode dizer-se que vive? Ou apenas existe?