És maré viva, és gume de espada, és arco íris num furacão, és um sopro
no ouvido, és mercúrio acima dos 40.

João Isidro 

A penny for your thoughts

(Ela) quer saber o que vos passa pela cabeça ao passar por aqui.
A minha caixa de correio (elatemfogodentro@gmail.com) está aberta às vossas opiniões, questões, sugestões. As mais criativas, atrevidas, capazes de me arrancar um sorriso ou quiçá um palpitar n'(Ela) serão publicadas com a devida resposta. Ask away!

Beijo d'(Ela)

A penny for your thoughts

Desta vez o desafio surgiu da curiosidade da sempre doce e assertiva Om Nuance que me colocou três questões. Decidi responder à primeira com um relato. Cá vai!

Já alguma vez sentiste vontade de te ligar virtualmente com alguém através da webcam para uma cena escaldante?



Liguei o computador e dei-lhe sinal de que estava pronta. Assim que iniciámos a conversação, a imagem que me foi mostrada foi a do seu estado de excitação. "Vês o que me fazes?" Estarrecida mas de sorriso nos lábios, comecei a tirar a roupa. Timidamente mas de forma determinada, mostrei a roupa interior que envolvia o meu corpo. Comecei pelas alças do soutien, segurando as copas, primeiro. Desapertando o fecho e deixando-o cair, depois. Segurei os seios com as duas mãos e depois toquei nos mamilos, apertando-os e enrijecendo-os. "Agora a cuequinha...". Deslizando pelas minhas pernas, tirei as cuequinhas, mostrando a nudez dela. Aí, ele fez o mesmo. Baixou as calças e os boxers, deixando ver o seu membro, completamente excitado e esplendidamente delicioso. "Toca-te. Quero ver-te a masturbares-te para mim. " Levei a mão lá em baixo e dei conta de que já me encontrava em puro estado líquido. Com os dedos, recolhi uma amostra do que de mim jorrava e mostrei-lhe sorrindo. Recostei-me no sofá e coloquei-me numa posição em que ele pudesse ver tudo. Cada pormenor, cada gesto, cada movimento do meu corpo. Entrei numa espécie de transe. Sabia que estava a ser observada e isso deixou-me ainda mais excitada, com mais vontade de me dar prazer. "Liga o som, quero ouvir-te gemer e sentir o teu orgasmo." Enquanto isso, ele tocava-se também. Aumentando a intensidade à medida que eu gemia e aumentava a velocidade. Um dedo, dois dedos... sem nunca perder de vista o olhar dele. Do outro lado, recebia instruções precisas: "Faz assim... isso... é isso mesmo. Agora vira esse rabo para mim e continua. " Dela, em fio, escorria a prova da minha volúpia. Sabia-me desejada e isso dava-me uma sensação de poder. Sabia que, naquele momento, eu era o alvo da sua luxúria e isso ainda me dava mais prazer. Não tardei a explodir, num instante que até àquele momento só tinha partilhado ao vivo e a cores mas que ali pareceu transcender a matéria física e me transportou idealmente para junto dele. "Agora é a minha vez." Deixou-me ver o resultado do que eu tinha provocado, num orgasmo virtual mas que, sensorialmente, me pareceu ter ocorrido mesmo ali.

A penny for your thoughts



Descuido meu, ficou por responder uma pergunta da nossa sempre tão curiosa, doce e atrevida OM Nu(a)nce que desta vez até me fez corar! 

Gostarias de te fantasiar e seres filmada a fazer sexo e verem-se posteriormente?

Havendo intimidade, cumplicidade e confiança, há poucas coisas que, para mim, no sexo não são permitidas. Posso dizer que o termo "fantasiar" na minha experiência pessoal (ainda) se conjuga de forma restrita abarcando talvez uma lingerie mais ousada e não fantasias propriamente ditas. Quanto ao filmar, sim. Sem dúvida sim. Provoca-me imensa excitação, rever, à distância dos dias, momentos de grande entrega e ouvir, quase sentindo-me lá, as respirações, gemidos, ofegares e palavras ditas no calor do momento. Tenho tanto de voyeur quanto de narcisista.

Beijo d'(Ela) 


Quero ler-me nas vossas palavras...


A penny for your thoughts


Sob a forma de questionário, surgiu mais uma contribuição para a rubrica dos curiosos. Não me vou alongar nas respostas, até porque, seria algo repetitivo para a maioria dos que me lêem e conhecem o que escrevo e descrevo. Cá vai:
 
1. Sexo oral? Ativa? Passiva? 69?
Sim, sim, sim e sim.
2. Já te masturbaste no local de trabalho?
Sim.
3. Tiveste alguma vez sexo com algum colega de trabalho?
Sim.
4. Qual o local mais "estranho" onde tiveste sexo?
No shopping.
5. Experiências lésbicas tiveste?
Deixando de parte a nomenclatura escolhida para a pergunta, sim, já tive experiências com pessoas do mesmo sexo.
6. Alguma vez alinhaste ou achas-te capaz de alinhar num menage (2 mulheres e um homem\ 2 homens e uma mulher)?
Sim e sim.
7. Primeira vez com que idade?
17 anos.
8. Alguma vez experimentaste anal?
Sim.
9. Alguma vez fingiste ter um orgasmo?
Não. Até porque o orgasmo não é sempre o mais importante.
10. Estas com tesão agora?
Não. Mas se em vez de tesão a palavra fosse desejo, aí a resposta seria, sempre!

Beijo dos lábios d'(Ela)
 

A penny for your thoughts

O Double Life comemora um ano de existência no próximo dia 27 e (Ela) gosta de festança à séria. Mas, como esta celebração não é só minha, ela existe por causa de vocês que me lêem e acompanham por aqui, quero festejar com todos. Por isso, decidi lançar-vos um desafio:

Quero ler-me nas vossas palavras.

A interpretação é livre, a forma de o concretizar também. Publicarei, tal como esta rubrica encerra, os "trabalhos" mais criativos e atrevidos culminando no dia do aniversário com um post comemorativo e fotográfico da minha autoria. O email já o conhecem elatemfogodentro@gmail.com. Quem se atreve?

A penny for your thoughts (1)

Era a nossa primeira noite juntos. Finalmente ia acontecer. Tinha de ser. As semanas que a precediam tinham sido repletas de manifestações de desejo, de vontade, de provocação mútua. Desde a hora que nos conhecemos que eu sabia que ia acontecer e a antecipação do momento tomava conta de mim a cada minuto que passava.
Era a nossa primeira noite juntos. E eu queria que tudo estivesse perfeito. Que eu estivesse perfeita para ele. Do armário retirei a minha lingerie preferida, o cinto e as meias ligas, o salto alto e um vestido preto. Saí de casa, nervosa mas confiante. Tinha a certeza que não me ia arrepender e que o nosso, seria um encaixe perfeito. Não me enganei.
Quando os nossos olhares se cruzaram, sorrimos timidamente. Beijámo-nos timidamente. Já enquadrados pelas paredes de betão e alheados do mundo lá fora, todo o nervosismo se desvaneceu. A cumplicidade que nos unia deu mostras físicas da sua existência e a naturalidade com que nos desejávamos transpareceu. O beijo intenso com que me presenteou enquanto me sentia o corpo por cima do vestido, o olhar terno mas deliciado que pousou no meu e a respiração ofegante que me depositou junto ao ouvido deram o mote ao que se seguiu. O meu vestido não tardou a cair inerte no chão. Deitada em cima da cama, prostrada, olhei-o. Debruçava-se sobre mim, apenas de calças de ganga. Beijava-me ora sofregamente, abusando da minha boca, ora docemente, colando os seus lábios em cada recanto da minha pele. O pescoço, os braços, a barriga, os joelhos, as pernas. Brincava comigo. Vestida ainda, evitava propositadamente os locais óbvios. Até que, sempre lentamente e com toda a suavidade me desapossou dos últimos pedaços de tecido que me cobriam. Beijou os meus seios, olhando-me nos olhos. Beijou-me a boca em fogo e num gesto quase teatral, afastou-me as pernas. Sorriu e debruçou-se sobre mim. Provou-me. E deu-me a provar devolvendo-me o beijo no mesmo movimento que a sua língua tinha acabado de fazer. Voltou a provar-me. Deixou-me sem chão. Completamente fora de mim, desesperada por o provar também. Nesse momento, despiu-se para mim. Os boxers brancos revelaram-no por fim. Encontrava-se pronto para mim. A perspectiva do que me estava reservado deixou-me num estado de excitação indescritível. Escorria por mim o desejo de o ter na minha boca. Não consegui esperar mais. De uma forma quase trôpega fui ao seu encontro. Peguei-o com uma mão e a minha boca, telecomandada, prestou-se a senti-lo. Firme e delicioso. Engoli-o em toda a sua extensão, deixando a minha língua desenhar movimentos interiores que o massajavam simultaneamente. Uma e outra vez. Mais depressa umas vezes, mais devagar outras. Gemíamos ambos. O crescente desejo depressa tomou conta de nós e ele apressou-se a dar-me sinal que queria entrar em mim. Deitou-me na cama e de frente para mim, pressionou-me o clitóris preparando-me para o culminar do nosso encaixe. Entrou em mim de repente, sem me avisar, rasgando-me o corpo e provocando-me um eclipsar nos batimentos cardíacos. Naquele momento éramos um só. Investida após investida, os nossos olhares hipnotizados denotavam o prazer que nos invadia. Certeira cada uma delas. Preencheu-me de si até me arruinar por completo. Mas queria mais. Pedi-lhe para, de quatro, me dominar. Não mo negou. Profundamente e a um ritmo cada vez mais forte, entrou em mim sucessivamente. Deliciava-se com as minhas curvas, com o toque da minha pele. A visão do nós, ali, unidos num momento carnal e soberano, transportados para uma realidade só nossa proporcionou-me uma memória que guardo gravada no fundo dos meus olhos. Sucumbimos ao já inadiável orgasmo e sorrimos invadidos pela paz depois de uma batalha. Sim, porque a guerra não terminou ali...

Quero ler-me nas vossas palavras

Ela a tentação nas imagens escolhidas…

Ela o toque na mente de quem lê…

Ela a excitação que nos aflora nos sorrisos…

Ela os suspiros soltos nas palavras escritas…

Ela os gemidos nos silêncios pronunciados…

Ela a força, a intensidade nos sentimentos…

Ela o cativar pela forma de enredo…

Ela a sinceridade expressa em desejos…

Ela a criação reverenciada e gotejante dos cenários (re)criados…

Ela o mergulho (pro)fundo no seu estado liquido…

Ela o arrepio na espinha pelos seus pensamentos…

Ela o beijo oferecido em trocadilhos perfeitos…

Ela a alegria partilhada pelo fogo d’Ela…

Luna 

A penny for your thoughts (5)


Q: What about if it is "A penis for your thoughts?

A: Uma pessoa não pode oferecer aquilo que não tem (e o que vou tendo, bem, preciso para mim...)!

Q: És acompanhante?

A: Consigo ser uma excelente companhia, isso conta!?

A penny for your thoughts (3)


 1. Acreditas que o Homem é um ser, por natureza, monógamo?
Não. Acredito que o Homem é capaz de ser monógamo, que inclusive o queira ser e efectivamente o seja. Mas também acredito que o Homem não tem na sua essência a obrigatoriedade de estar e amar apenas uma pessoa. Não digo que se trate de verdadeiro poliamor mas acredito que, na procura de si próprio, da definição do seu eu, sexual e individual, o Homem procure colmatar lacunas, procure novas sensações, procure novos sentimentos. E, por isso, acredito na verdade dos sentimentos. Acho que em todas as relações íntimas que o Homem estabelece, se for verdadeiro, consigo e com o alvo do seu sentimento, a monogamia não tem um lugar naturalmente obrigatório. Além de que, cada vez mais se encontram (e louvo com uma merecida vénia) casais que no sexo são liberais e de mente aberta e daí retiram imenso prazer e se unem na busca daquilo que os faz felizes, juntos.
2. Acreditas que o Homem é um ser, por natureza, heterossexual? 
Não. Acredito que o Homem é uma tábua rasa. Uma folha em branco. Mas que nasce e cresce imbuído daquilo que lhe incutiram como sendo correcto. E reprima durante muito tempo ou até durante toda a sua vida, desejos ou vontades de experimentar contactos com o mesmo sexo. Acredito que só as personalidades fortes e à vontade com o sexo e com a sua individualidade conseguem ultrapassar a linha dos valores socialmente estabelecidos e ceder aos desejos do seu corpo. Desejos esses que podem ditar uma alteração de tudo aquilo que tinham como certo e garantido no seu íntimo como apenas ser uma one time experience e que em nada se repercuta nas suas escolhas de vida.
3. Um casal de leitores (também autores de um blog) do teu blog propõem-te uma aventura. Aceitas?
A minha incursão pelo mundo dos blogs eróticos e a decisão de criar o meu surgiu da necessidade de expressar estados de espírito, desejos, vontades, experiências e não há como o negar, necessidade de alguma dose de validação externa. Curiosamente, fui absorvida por este mundo de uma forma surpreendente. Deu-me a conhecer pessoas, personalidades, desejos comuns, diversos. E isso é profundamente enriquecedor. Se, nessas interacções, vontades de aventura se combinassem para a concretizar, não fecharia essa porta. Na verdade, embora não sendo um objectivo intrínseco, uma meta a atingir, se vários circunstancialismos se conjugassem nesse sentido (atracção física, conexão, cumplicidade, desejo...), a aventureira, amante do risco e do prazer em mim, daria uma resposta afirmativa a esta questão. 
 4. Uma leitora (também autora de um blog) do teu blog propõe-te uma aventura. Aceitas? 
A premissa é a mesma da pergunta anterior e, portanto, a resposta é na sua essência, a mesma. Uma mente aberta e um  conjugar de vários factores, levaria a um sim.

5. Conheces uma pessoa com quem te envolves e com quem tens uma perfeita sintonia, no que toca, a desejos e vontades. Ambos querem o mesmo, sejam aventuras, sejam experiências. Aceitam sempre os desafios lançados pelo outro. Entregam-se totalmente. Um dia ele diz-te: “Adorava ver-te com outro”. Tu aceitas. No dia o “outro” está muito abaixo dos parâmetros que consideras bons, mas foi escolhido por ele. Continuas?
A resposta aqui vai inspirada pelas palavras de uma pessoa muito especial para mim. Se chegasse ao ponto de, com essa pessoa, ter uma entrega total, numa ligação intensa, íntima, de comunhão de desejos e vontades, isso significaria um grau de confiança também total. E, nessa perspectiva, eu confiaria que o escolhido por ele para partilhar connosco aquela experiência, seria de facto digno de o ser. Além de, e isto pode parecer cliché, as aparências iludirem, numa sintonia perfeita, deixa de existir o eu e passa a existir apenas o nós.

Quero ler-me nas vossas palavras

No meu dicionário, (Ela) significa:
 
Feminina, Mulher.
Forte, intensa, singular, voluptuosa.
Fantasia, vontade, desejo, tesão.
 
LF